Doenças sexualmente transmissíveis: previna-se

 Conceito: 

 

 As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.   

 

                                       

 

Doenças que podem ser transmitidas sexualmente: 

 

Primeiras doenças sexualmente transmissíveis reconhecidas:

 

• Cancróide
• Blenorragia (gonorréia)
• Granuloma inguinal
• Linfogranuloma venéreo
• Sífilis

 

Outras:

 

• Cervicite por Chlamydia
• Pediculose (chato, piolho pubiano)
• Candidíase genital (geralmente não transmitida sexualmente)
• Herpes genital
• Verrugas genitais
• Infecção pelo HIV e AIDS
• Molusco contagioso
• Uretrite não gonocócica (freqüentemente uma infecção por Chlamydia ou por micoplasma)
• Escabiose
• Tricomoníase

Doenças eventualmente transmitidas através do contato sexual

 
• Amebíase
• Campilobacteriose
• Infecção por citomegalovírus
• Giardíase
• Hepatite A e B
• Salmonelose
• Shigelose
 

 

 Incidência: 

 

 A Organização Mundial de Saúde estima que ocorram, no mundo, cerca de 340 milhões de casos de DST por ano. Nessa estimativa não estão incluídos a herpes genital e o HPV. Em números, no Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são:  

 

Sífilis:                    937.000
Gonorréia:         1.541.800
Clamídia:           1.967.200
Herpes genital:    640.900
HPV:                     685.400
 

 

     Fonte: PN-DST/AIDS, 2003. 

 
 Fatores sociais envolvidos:
Mudança do comportamento social: Revolução sexual, promiscuidade, indústria do sexo, maior divulgação das facilidades pela internet,  influência da mídia, êxodo rural, globalização, início precoce da vida sexual, adiar casamento, instabilidade sexual. Automedicação, portador assintomático, pílulas contraceptivas de emergência.  

 

      

Revolução sexual, promiscuidade, indústria do sexo, maior divulgação das facilidades pela internet, início precoce da vida sexual, adiar casamento, instabilidade sexual favorecem DSTs.

 

  

 

 Possíveis complicações:  

 

Infecções neonatais

Malformações congênitas
Aborto (no caso de gestantes)
DIP, gravidez ectópica e infertilidade feminina
Infertilidade masculina, estenoses de uretra
Aumento do risco de contaminação do HIV: sem úlcera:  3 a 10 vezes
                                                                        com úlcera: 18 vezes

 

Câncer de colo uterino, de pênis e de ânus.
Morte.

 

 
Como evitar uma DST?:
  • Use: camisinha, diafragma (preservativo feminino: objetiva ampliar as possibilidades de prevenção para as mulheres, considerando dificuldades existentes na negociação do uso do preservativo masculino).
  •  Monogamia, restrição do numero de parceiros de alto risco, abstinência sexual.
  •  Cuidado com: Piercings, tatuagem, lâminas de barbear.
  •  Não dividir seringas ou agulhas.
  •  Circuncisão.
  •  Vacinação em dia.
  •  Não tenha relações caso esteja doente.
  •  Caso tenha uma DST, procure um médico.
  •  Não vá a farmácia em busca de consulta.
  •  Não acusar o parceiro e sim levá-lo para tratamento.
     Quem vê cara, não vê coração... nem sorologia! Evite múltiplos parceiros e use preservativos!